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Passé composé, eu. Eis que Fábio Assunção revelou hoje para uma Alessandra Negrini pasmada a artimanha das fotomontagens. Sim, Negrini, elas existem e já causaram inúumeras desavenças entre casais, esquentando a trama desde tempos imemoriais. Photoshop, mulher. O último grito. Então. Deslumbrada, ela acompanha a explicação de Fábio: "Nada nessa mão, nada na outra... Então, esse é o cenário do hotel. Essa é a imagem do casal. Veja agora ela sendo inserida...". Ohhhh. Volúvel, convencida, ela faz as pazes com ele. "Como fui tola! Infantil!"
Cara, imagine quando ele mostrar um IPod pra ela, daqueles que passam filminho. Puts, capaz de ela ter uma síncope, com tanta informação.
Se bem que eu casaria com o Fábio até se ele me mostrasse a fita cassete.
CassÉte, que fique bem claro pros engraçadinhos.
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Elvis. Além de arrastar o paninho para limpar o próprio xíxis - embora nem sempre seja o paninho correto, né. vez por outra é uma blusa, mas abafem o caso -, o prodígio do Elvis me mata de vontade de apertá-lo, uuuunf, quando ele faz aquela carinha de "Eu não sei o que você tá comendo, mas eu também quero". Ele é bem dizer uma ostra. Simplesmente uma usina de reciclagem. Por ele passam cimento, plástico, papel, areia, cream cracker, o que vier. Mas eu entendi coé a dele: bichinho quer participar da refeição, aí fica pedindo. Daí, eu coloco ração num potinho anexo ao meu prato e vou jogando como se fosse minha comida, pra ele ter a ilusão de um almoço em família. E qual a relevância dessa informação? Nenhuma, eu só acho lindo mesmo.
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Super-sincera. Dia desses, a Eliana-dedinhos [apelidos infames: amo] apresentava em seu programa dominical - provavelmente depois de algum quadro com golfinhos ou aquele biólogo falando curiosidades sobre iguanas - um desfile de vestidos de noiva. Sendo que eram vestidos horrendos, tipo noiva-odalisca, noiva-de-vermelho, noiva-de-juta [!!! Céus !!!], noiva de barriga de fora... Sabem aquelas coisas bem improváveis e feias? Tipo, experimentais? Nem a Björk usaria aquele de juta, era uma derrota. Se eu fosse um cara, eu jamais iria querer passar minha lua de mel com um saco de batatas da Ceasa. E Eliana-dedinhos repetia o tempo todo: "Que lindo!"
Vou riscar da minha lista de aptidões a de apresentadora de tv. Eu conseguiria esconder minha sinceridade por um tempo. Mas só por um tempo.

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Dou you believe in magic? Contei a vocês que fui num aniversário que tinha um mágico? Ei, foi hiper-legal, porque eram truques cara-a-cara, olho-no-olho, nada de caixas pretas com espelhos ou aparelhos complexos, serrotes, essas coisas. Era tudo na base do baralho. Lembrei que nunca fui amante dos circos, mas contra mágicos, nunca tive nada. Meu abuso era com o palhaço e o elefante. Tudo tão fedido, era como estar numa chácara, na parte dos bois, sendo que fechada numa lona quente e com cara de velha. Entendem o drama? Chegava a hora do elefante e eu já começava a chorar, desde pequena. Porque sabia que a primeira coisa que ele iria fazer seria um côquis bem grande. Daqueles que o povo carrega de carrinho de mão às pressas, antes que empesteie o lugar. Imagine o aroma do backstage, gente. Daí, quando eu descobri que o algodão-doce também era vendido em shoppings, foi a redenção e nunca mais precisei dos circos. Só se fosse o Du Soleil, com as músicas dos Beatles. Levarei meus pivetes ao circo, lógico, pra eles terem contato com os aromas do mundo real, cru, true.
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Quebram-se os tabus. Eu, que sempre tive uma gigantesca resistência à culinária local, quebrei um paradigma tempos atrás, graças aos amigos. Sim, após ter andado de pau de arara há uns quatro anos [tá, isso não vem ao caso, abafa também], finalmente provei o famoso feijão verde com natas, tão difundido por aqui. Disseram-me que o primeiro que provei é o melhor da cidade e eu realmente achei gostoso, confesso. Tinha requeijão, sabe. Slurp. Embora prefira pizza. Mas enfim, nada intragável - como o baião de dois - e nada mórbido – como as cabidelas, as paneladas e a grotesca buchada. Só lembrando que não é preconceito, não é frescura, é pura falta de costume, sei lá, mil coisas.
Aliás, a quebra de paradigmas me trouxe a bizarra recordação do dia em que minha ex-ex-sogra mandou matar um boi pra mim e eu quase chorei.
Te juro.
Ela, mentalidade do interior, achava que tava fazendo uma grande homenagem pra mim. Eu, mentalidade urbana e com uma inclinação "salvem-as-baleias", me choquei totalmente. Catatônica, eu. O pobre boi, friamente assassinado. E fixei a cena do coitadinho pendurado na árvore, pingando sangue. [pausa dramática] E mais: como eu não comi a tal panelada preparada com os restos mortais do pobre boi, me deram CARNE MOÍDA pra eu almoçar com arroz branco. Falta de noção, mas enfim, era a única coisa que tinha na hora. Ao menos era carne de um boi anônimo, que preferiu não se identificar.
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Corda pra se enforcar. Lucy diz: ôu, menino, foi mal, tô aqui concentrada no beck.
Chien! diz: qual beck?
Lucy diz: comassim, me respeite. que beck. beck, o músico, óbvio.
Chien! diz: oura sim, mas qual deles: beck hansen ou jeff beck?
Lucy diz: ahn, o hansen... [shame]
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Curiosidade, só. Homens ainda têm medo de mulheres inteligentes no século XXI?
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save your day, josé gonzalez
timeless melodie, the la's
o plano mudou, wonkavision
break in case of anything, !!!
tangled up in blue, bob dylan
jeepers creepers, the puppini sisters
as long as the sun shines, their hearts were full of spring