Dona Maísa lançou o desafio e cá estou eu. Tá, na verdade, não é exatamente um desafio eu me etiquetar. É só dar uma olhada no meu modesto profile ao lado, han. Mas a gente não pode deixar de responder ao chamado de uma mulher com uma pele daquela. :) Fora que minha personalidade permite atualizações muito constantes.
- Desafio mesmo, é eu me resumir!
Anyway, abstraiam uma série de chatices que eu confesso. Eu também sou engraçada e legal, vocês sabem.

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Urgente. Nunca consegui ter só um emprego, fazer só um curso, escrever um texto de cada vez, abrir só uma janelinha de Firefox, colocar só uma pulseira, ler um livro sozinho, falar de um assunto só, comer só um Bis da caixinha. Tem que ser tudo, ao mesmo tempo e NOW!, como diria Jack Bouer. E precisa sair bem feito.
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Intensa e sensível. Chorei com o livro Meu Pé de Laranja Lima [peraí, alguém não chorou? Silêncio no estúdio] e com um poema doce da Ana Cristina César, que não conto pra ninguém qual é. Digo que era coisa banal. Mas são essas as mais significativas - aquelas imperceptíveis aos olhos das multidões. E rio das piadas mais desacreditadas. Quando tenho raiva, é raiva mesmo. Quando gosto, é de verdade e sou profundamente fiel, feito um cão [beagle] de guarda. Mas gosto de atenção e gentileza. Tenho poucos amigos-amigos e muitos colegas, mas é tudo gente muito selecionada e especial em muitas medidas. E não pisem gravemente na bola comigo, porque as possibilidades de serem perdoados nas próximas cinco encarnações são praticamente nulas. E as possibilidades de ter seu nome costurado na boca do sapo cururu são imensas. Tá, eu até perdôo. Mas esquecer, jamais.
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Bipolar. Antes, não gostava do meu cabelo nem de ser chamada de Lucy, paroxitonamente. Hoje, amo - mas só me chama assim quem eu deixo. Gargalhadora. Chorona. Rabugenta. Taxa baixa de glicose no sangue, mesmo sendo ta-ra-da por docinho. Insone. Dorminhoca. Odeio barulho e silêncio. Observadora, mas com a cabeça no mundo da lua. Amo ter amigos, mas não sou de me apegar às pessoas - tento e consigo em uns 25% dos casos.
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Chata. Autocrítica compulsiva e perfeccionista às últimas conseqüências. Exijo educação. Fuja de mim, se você é uma pessoa freak e que faz questão de ser bizarrinha ou faz algum barulho repetitivo, como dedos estalados, giz rangendo no quadro-negro, pé tremendo ou batuque de caneta na mesa. Misantropa. Nutro pequenos ódios e fico estressada por antecipação, com uma série de coisas que, às vezes, não têm a menor possibilidade de acontecer. Não me toquem nem mexam no meu cabelo. E não gosto de gente fresca. Pratos regionais? Ervilhas? Cajá? Canela? Ovo? Noooo, thanks.
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Medrosa. Medo de ficar feia [completamente míope, não uso óculos por achar que vou ficar mó mocréia], de ficar sozinha, de ficar cega, de depender de outras pessoas. Medo de ficar doente. Medo da dor, de decepções e de confiar demais. E de deixar de confiar. Medo de mudanças muito grandes. Medo de mar, de multidões, de lugares fechados, de ser enterrada viva, de altura e de tudo isso junto.
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Pessoa esquecida que adora se lembrar. Guardadora compulsiva de papel e de memórias de todos os tipos e tamanhos: sempre acho que, um dia, precisarei daqueles folderes, daquele texto da faculdade, daquele rascunho, daquela música, daquele filme, daquele brinco quebrado, daquele ingresso de show, daquela passagem antiga de avião, da florzinha seca. Pastas e caixinhas - ai, minha rinite crônica - se acumulam no meu quarto, muito organizadamente. Em minha bolsa, sempre haverá um bloquinho, pra eu anotar idéias de textos e um mundo de compromissos. Não vivo sem papel, sem livro, sem escrita, sem boas palavras. Me apego a qualquer bilhetinho véi amassado. Inacreditável, mas tenho todos os canhotos de cinema dos últimos seis anos de filmes.
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Prolixa, procastinadora e uma série de outras palavras difíceis. Aliás, também adoro inventar palavras e rir de algumas sonoridades, como totem, remelexo, fandango, bruaca, jequitinhonha, debêntures, cucuruto e merluza. Quando pequena, achava que era passar desodorante nas "zacsilas".
- Há 23 anos, gosto de leite com Nescau todo dia de manhã.
Etiquetem-se, people:
Jac,
Charles,
Tiago,
Brú e
Lê. Repassem a corrente. Uma pobre jovem de Ohio não passou adiante e, no sétimo dia, comeu uma sirigüela contaminada por césio radioativo e morreu.
[será que esse post foi emo?!?]
travis, be my baby